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quinta-feira, 24 de maio de 2018

"As Aventuras de Poliana" surpreende no IBOPE


Olá, internautas

O SBT comemora os índices de audiência de “As Aventuras de Poliana”. A nova aposta da emissora de Silvio Santos tira, até mesmo, preciosos pontos no IBOPE da atual concorrente direta “Segundo Sol”. As duas produções vão ao ar simultaneamente. Isso será alterado com o encerramento de Carinha de Anjo. Quadro inusitado.

A trama de Iris Abravanel gira ao redor dos 15 pontos de média. A história de Dulce Maria fica ao redor dos 10 pontos. É um claro sinal de apreço desse telespectador que prefere acompanhar um enredo com menos violência, mais puerilidade, inocência, sem debates sobre sexualidade e questões de gênero.  

Diferente da estrutura original das telenovelas mexicanas (mais enxuta), a autora preferiu apostar em dois personagens centrais que lideram a novela, além de alguns núcleos paralelos que irrigam a trama.

Poliana, interpretada por (Sophia Valverde), não é a única e “soberana” protagonista. Ela divide o espaço com o carismático João, vivido pelo cearense Igor Jansen. A escolha de um menino é acertada, já que os garotos podem se identificar com o personagem. Além disso, a “antecessora” Carinha de Anjo já é protagonizada por uma menina. E “Chiquititas”, que ainda está no ar, também é composta por um grupo de garotas. 

Iris também decidiu criar um núcleo “teen” para abraçar os já adolescentes que cresceram assistindo às novelas do SBT desde “Carrossel”. Larissa Manoela comanda a história paralela, através da sua personagem Mirela.

Vestígios da marca Iris Abravanel aparecem na nova produção. Há um clube de “meninos masculinos” que investigam o misterioso Sr. Pendleton, interpretado por Dalton Vigh. Clara referência à trupe da Patrulha Salvadora, egresso de “Carrossel”. Há ainda cachorros que “pululam” na novela. “Herdeiros” de Rabito, também de Carrossel. E ainda há um personagem à la Maria Joaquina na Escola Ruth Goulart.

Para passar ainda mais o clima de brasilidade, Iris apostou em um núcleo com atores negros. Eles vivem na comunidade Jardim Bem-Te-Vi. Gleyce (Maria Gal), Ciro (Nando Cunha), Jeferson (Vitor Britto) e Kessya (Duda Pimenta) representam os afrodescendentes tão esquecidos pela teledramaturgia brasileira.

Agora é acompanhar se “As Aventuras de Poliana” manterá o folego inicial no decorrer dos 400 capítulos.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 22 de maio de 2018

Dublagem de Buddy Valastro gera incômodo em "Batalha dos Confeiteiros Brasil"



Olá, internautas

A Record TV resolveu apostar na segunda edição do “Batalha dos Confeiteiros Brasil”. O programa corta a duração do “Power Couple Brasil” às quartas-feiras. O reality de Gugu fica no ar durante apenas 15 minutos. Em seguida, entra o talent show da confeitaria.

“Batalha dos Confeiteiros Brasil” lembra a estrutura de “O Aprendiz”. Buddy controla a disputa com mão de ferro. O apresentador instiga os participantes a competirem. Ele pede, a cada um, assinalar os pontos fortes e fracos de cada concorrente e, em seguida, julga e elimina o mais fraco da rodada. 
   
Nesta edição, Elisabeth Teodoro ganha atenção. Ela já é uma profissional conhecida dos telespectadores, principalmente da TV Gazeta. Ela participava do programa “Mulheres”. Mais experiente do grupo, ela se destaca.

E é justamente por isso que os “rivais” tentam desconstruir a imagem da confeiteira. Aliás, alguns competidores querem aparecer mais que o próprio Buddy! Em um episódio, Cleverson protagonizou um chilique ao perceber que Elisabeth não tinha sido “demitida” por Buddy. Totalmente desnecessário.

Como nas temporadas anteriores, incluindo o Batalha dos Cozinheiros, o maior problema recai na dublagem do “Cake Boss”. Buddy até fica ríspido e “bravo” com os competidores. É perceptível no gestual. Porém, o tom de voz “juvenil” do dublador derruba toda a tentativa de passar um ar mais “durão”. Fica estranhíssimo no vídeo.

Além disso, o apresentador dublado com participantes legendados (há estrangeiros na disputa), ao lado dos brasileiros, cria um ruído difícil de ser sanado. O ar artificial impera. É difícil o telespectador embarcar com a edição truncada.  

Fabio Maksymczuk

domingo, 20 de maio de 2018

Dica de teatro: "Ayrton Senna, O Musical" traz reflexão sobre Fórmula 1 na atual TV brasileira



Olá, internautas

Neste domingo (20/05), fui ao Teatro Sérgio Cardoso, localizado na região central da cidade de São Paulo. Estou emocionado até agora.

Assisti ao musical sobre o Ayrton Senna. RECOMENDADÍSSIMO! Não é barulhento. Roteiro inteligente. Sensível. Adorei!

Duas histórias paralelas costuram o texto. Uma liderada pelo ator Hugo Bonemer que interpreta o tricampeão Ayrton Senna. Já a outra ponta retrata Beco e o garoto Vanderson.

Não contarei mais detalhes. Não sou spoiler. Há um encontro no palco entre as duas pontas na reta final. Roteiro que fugiu do óbvio e da linearidade. O espetáculo é composto por competentes números musicais. O mais bonito e impactante, para mim, ocorre no desfecho do primeiro bloco. Sintetiza toda a trajetória do nosso eterno campeão.

Acompanhando o musical, percebemos como a Fórmula 1 perdeu espaço e brilho na programação da TV Globo. Até meados dos anos 90, a atração automobilística provocava grande expectativa junto ao telespectador. No musical, a narração de Galvão Bueno e o icônico tema da vitória que consagrou o paulistano ganham destaque no desfecho.

Após a morte de Senna, o brasileiro entrou em luto que permanece até os dias atuais em relação aos grandes prêmios exibidos na televisão. Tal clima até contaminou a Fórmula Indy pela Band. Ayrton é símbolo de uma era.

#SennaSempre

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 18 de maio de 2018

"Dieta do Amor" e "Naked Attraction" chamam atenção no TLC


Olá, internautas

Zapeando pelos canais da TV paga, deparei-me com duas atrações interessantes do TLC (Travel & Living Channel, da Discovery). O primeiro deles é o Dieta do Amor. No episódio que acompanhei, um rapaz pesava cerca de 120 quilos. Ele disse para a produção do programa que estava apaixonado por outro rapaz, também um pouco acima do peso. Sem sensacionalismo.

Porém, fora do padrão da moda, enfrentava insegurança para revelar o seu sentimento. Por isso mesmo, aceitou o desafio de perder 40 quilos em três meses. Somente com dieta e ginástica. Quando eliminasse 20 quilos, ele contaria o “segredo” para seu amor platônico. E assim foi feito. O até então “amigo” não ficou chocado com tal novidade.

Depois de perder os 40 quilos, o rapaz “devidamente” magro apresentou-se a todos seus amigos em uma confraternização. Porém, o alvo de sua investida amorosa apenas cumprimentou gelidamente o protagonista da edição. Não quis conversar e nem falou se aceitaria namorá-lo. Saiu da festa à francesa.

Depois, descobriu-se que ele já namorava um outro homem. Final infeliz. Porém, o ex-obeso enfatizou que perdeu os 40 quilos em prol também da sua saúde e não apenas para agradar a sua “apaixonite”. “Dieta do Amor” é um programa bem editado e envolve o telespectador. E a diversidade também norteia a direção.

Já a segunda atração fica por conta do “Naked Attraction”. É um programa “picante”. Uma mulher e um homem ficam no centro do palco e analisam os atributos físicos dos pretendentes que estão nus atrás de um biombo.

Em um primeiro momento, sobe parte do artefato. Aparecem a vagina e o pênis dos participantes. No vídeo, os órgãos genitais ficam “nublados”. A mulher analisa o tamanho dos “bilaus”. Já entre os homens, alguns desprezam a vagina e focam no pé! Os rejeitados saem da competição.

Sobe mais uma vez o biombo. O peitoral dos homens é averiguado. Já entre as mulheres, chegou a vez dos seios. Mais eliminação. Sobe o biombo. Só agora é possível visualizar o rosto. Mais eliminação. Agora, chegou o momento de ouvir a voz. O participante que estava no centro do palco tem que tirar a roupa. Ocorre a aprovação final entre dois finalistas com todos nus no palco. O vencedor e a vencedora da competição, devidamente vestidos, agora partem para a azaração em um encontro. 

Ou seja, o processo da paquera ocorre ao contrário. Inicialmente, se veem pelados e depois vestidos. Em seguida, revelam o desfecho da história. Será que esse programa poderia ser adaptado aqui no Brasil? A ideia é interessante, mas se “Cocktail” provocou grande polêmica no início dos anos 90 pelo SBT, imaginem Naked Attraction na atual configuração da TV brasileira. Repercussão seria uma certeza para a emissora que topasse o desafio.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 16 de maio de 2018

TV Globo acerta com "Carcereiros"



Olá, internautas

A TV Globo estreou, recentemente, “Carcereiros”. A série, que vai ao ar às quintas-feiras, após a novela das nove da TV Globo, é assinada por Fernando Bonassi, Marçal Aquino e Denisson Ramalho, escrita com Marcelo Starobinas e livremente inspirada na obra de Drauzio Varela. Coprodução da Globo com a Gullane e a Spray Filmes, tem direção-geral de José Eduardo Belmonte e direção de episódios de Belmonte e Fernando Grostein.

Rodrigo Lombardi, que interpreta Adriano, protagoniza a produção que joga luz nos agentes penitenciários, muitas vezes esquecidos pela mídia. Os profissionais enfrentam o estresse diário nos presídios. Estes trabalhadores conhecem, de perto, a política de insegurança pública que estoura nas carceragens Brasil afora. Além disso, a produção também aborda a vida pessoal de Adriano. Seus dramas familiares com seu pai, vivido por Othon Bastos, sua filha e esposa.

A TV Globo acerta ao exibir mais uma série que aborda uma das crises da sociedade brasileira. No ano passado, Sob Pressão cumpriu tal missão ao apresentar o descalabro da saúde pública. “Carcereiros” agora aborda a situação dos agentes que convivem diariamente com bandidos.

Na semana passada, a série explorou a rebelião de uma facção criminosa “insatisfeita” com o remanejamento de seu líder para um presídio do interior paulista. Bandidos atacaram policiais, agentes penitenciários e bombeiros, queimaram ônibus e decretaram o fechamento do comércio. O episódio, evidentemente, foi inspirado na onda de ataques do PCC na cidade de São Paulo em 2006.

A teledramaturgia serve também para abordar assuntos da realidade que impactam a rotina do telespectador. Esse é o grande mérito de “Carcereiros”. Lombardi vive um dos maiores desafios de sua carreira artística. E cumpre a missão ao dar voz a todos os “carcereiros” que, aliás, ganham depoimentos reais durante o desenvolvimento da narrativa.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Sula Miranda cria ruído em "Os Gretchens"


Olá, internautas

Na última sexta-feira (11/05), o Multishow exibiu o desfecho de “Os Gretchens”. O canal da Globosat apostou em Gretchen e familiares para protagonizarem um reality show.

O telespectador da TV aberta já tinha acompanhado a “rainha do rebolado” em dois realities pela Record: A Fazenda e Power Couple Brasil 1. Em ambos, a morena ficou com a imagem chamuscada.

No confinamento rural, Gretchen saiu da competição após bater o sino. Caso encarasse a roça, sairia com expressiva taxa de rejeição. Já no Power Couple, formou uma rejeitada dupla com Simony. 

Aliás, foi noticiado, há poucas semanas, que a cantora se separou de Patrick. Nenhuma surpresa para quem acompanhou o programa do “jogo dos casais”...

Antes da estreia de seu programa no Multishow, Gretchen enfatizou que o reality seria “verdadeiro” ao mostrar o seu dia a dia. Porém, muitas situações passaram a impressão de serem roteirizadas, como a despedida de solteiro.

Porém, o mais grave surgiu na escalação de Sula Miranda. Gretchen trilhou uma carreira própria e sobrevive há 40 anos na mídia. Já Sula também percorreu uma carreira totalmente independente de sua irmã. A junção das duas no reality criou um ruído.

Sula apareceu, principalmente, como contraponto a sua sobrinha (sobrinho). “Eu não vou abençoar esse tipo de relação”, bradou a sertaneja sobre o casamento de Thammy e Andressa.

Em muitos episódios, o roteiro trazia as cirurgias plásticas de Gretchen no Brasil. Em paralelo, sem ligação alguma, surgia Sula nos Estados Unidos conhecendo algum ambiente musical. Não ocorreu uma melhor harmonia entre as histórias.  

O reality deveria ter focado em Gretchen, seu marido Carlos e as histórias de seus filhos. Sula sobrou.
 
Fabio Maksymczuk

sábado, 12 de maio de 2018

"O Outro Lado do Paraíso" termina como novela pobre


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (11/05), “O Outro Lado do Paraíso” chegou ao fim. Walcyr Carrasco cumpriu a missão de expandir os índices de audiência recuperados pela antecessora “A Força do Querer”. Apesar disso, o autor, responsável por ótimas novelas nos últimos 20 anos, abusou dos clichês nesta produção. O resultado final ficou abaixo da expectativa. A trama terminou como uma novela pobre, principalmente em relação ao texto, o que acarretou um ar artificial no conjunto da obra. Segue o nosso tradicional balanço final com os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Bianca Bin (Clara): a atriz sobressaiu em “O Outro Lado do Paraíso” ao viver a mocinha vingadora Clara. O telespectador ficou ao lado da heroína. Bianca, que já vinha de um ótimo retrospecto na faixa das seis, cumpriu a missão de protagonizar a novela das nove.

Marieta Severo: Sophia entrou para a galeria de vilãs inesquecíveis da teledramaturgia brasileira com a marca de “megera das tesouradas”. A atriz compreendeu o espírito da personagem, a aura da novela como um todo e se encaixou dentro do estilo da produção.



Gloria Pires (Beth): na primeira parte da novela, a atriz segurou a novela com o drama de Elizabeth. O ápice da personagem ocorreu na descoberta de sua filha Adriana, já adulta, em pleno julgamento no tribunal. A então ré, na realidade, era sua mãe, dada como morta, após as tramoias de Natanael (Juca de Oliveira). É verdade que Beth perdeu o rumo com a abordagem do alcoolismo nesta reta final. Porém, no balanço geral, o resultado é positivo.

Thiago Fragoso: o ator roubou a cena ao viver o advogado Patrick. Ele, literalmente, roubou o espaço e ofuscou a “reviravolta” de Gael. O ator já tinha se destacado em “Amor à Vida”, também de Walcyr Carrasco, e retornou a brilhar agora em “O Outro Lado do Paraíso”.

Caio Paduan e Erika Januza: os atores formaram um dos principais casais da novela. Conquistaram o carinho do telespectador ao interpretarem Bruno e Raquel. Os dois aproveitaram a oportunidade. Além disso, Carrasco conseguiu colocar o racismo em debate, através da personagem que começou como uma doméstica e se transformou em uma juíza.


Pedofilia: o autor trouxe uma série de temas sociais na trama de “O Outro Lado do Paraíso”. A pedofilia ganhou um bom espaço de discussão, através do delegado Vinicius, interpretado por Flavio Tolezani, e Laura, vivida por Bella Piero. Apesar de críticas recebidas pelo coach, o resultado foi positivo.  

Fernanda Rodrigues: a atriz surpreendeu o telespectador ao interpretar a vilã Fabiana. Fernanda, que cresceu no vídeo com semblante de boa moça em outras produções, demonstrou versatilidade. Momento de virada em sua trajetória televisiva.

Anderson Tomazini: a maior revelação de “O Outro Lado do Paraíso”. O ator aproveitou a oportunidade com Xodó, personagem que ganhou repercussão junto ao público e galgou mais espaço dentro da trama.   



PONTOS NEGATIVOS

Jogral: o texto da novela “O Outro Lado do Paraíso” apresentou, em grande parte da obra, pobres diálogos entre os personagens. Há uma diferença entre simples e pobre. O ar de jogral “berrou” no vídeo. As falas rápidas e sucintas fortaleceram a impressão. 10 segundos de fala, no máximo, foram uma constante.

Direção: Mauro Mendonça Filho e equipe, nos primeiros capítulos, adotaram um estilo de “cinema argentino”, o que provocou estranhamento no telespectador. Depois, transplantaram o mesmíssimo padrão de “Verdades Secretas” em “O Outro Lado do Paraíso”. O mesmo filtro escuro na imagem, a mesma fotografia e a mesma iluminação surgem como evidências de tal estratégia.

Gael (Sergio Guizé): o personagem mais perdido em “O Outro Lado do Paraíso”. Ficou solto e totalmente dispensável no roteiro. Conquistou ampla rejeição, após a violência contra Clara, logo nos primeiros capítulos. O autor tentou levantar Gael com uma redenção espiritual, mas o telespectador não engoliu a história.

Final de Renato (Rafael Cardoso): um dos maiores furos de “O Outro Lado do Paraíso”. Após ter sido baleado por Patrick durante o sequestro de Tomaz (Vitor Figueiredo), o que aconteceu com o médico? O telespectador ficou sem resposta. Além disso, a virada do personagem no capítulo 100 ficou forçada.

Grazi Massafera (Livia): a atriz passou despercebida em “O Outro Lado do Paraíso”. Interpretou uma personagem “água com salsicha” que acrescentou muito pouco na novela.

Núcleo de Samuel (Eriberto Leão): a abordagem da homossexualidade não foi bem trabalhada em “O Outro Lado do Paraíso”. A história caricata do psiquiatra Samuel foi um passo para trás no combate ao preconceito pela teledramaturgia. Inicialmente, o personagem gostava de usar calcinhas da sua esposa Suzy (Ellen Rocche). Depois, tal “fantasia” desapareceu. O drama de Samuel cedeu espaço para a comédia pastelão ao lado de Cido (Rafael Zulu) e Adinéia (Ana Lucia Torre). A mudança radical ficou forçada no vídeo.

Nanismo: trazer a temática para a teledramaturgia é sempre benéfico. Porém, também não foi bem trabalhada em “O Outro Lado do Paraíso”. O ar artificial “gritou” no vídeo com o triângulo amoroso entre Estela (Juliana Caldas), Juvenal (Anderson di Rizzi) e Amaro (Pedro Carvalho). Até mesmo, Juvenal, de uma hora para outra, deixou de amar Estela para cair nos braços de uma “quenga”. Núcleo mal desenvolvido.

Barbara Paz (Jô): a atriz funcionou, basicamente, como uma figurante de luxo. Barbara merece melhores trabalhos.

Clichês: os clichês sempre funcionam. E isso é percebido nos índices de audiência da novela de Walcyr Carrasco. Porém, ocorreu um abuso de tal procedimento. Personagem que ficou cego, outra que ficou entre a vida e morte por problemas renais, alcoolismo, outra que ficou com boca torta após AVC, cabeleireiros homossexuais, ganância pelas esmeraldas, vingança, “casa da luz vermelha”, “quengas” que querem casar e mudar de vida, julgamento no tribunal, moça momentaneamente paraplégica, sensitiva que ouve vozes do além....  

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 10 de maio de 2018

FABIOTV na coletiva da novela As Aventuras de Poliana



Olá, internautas

Nesta terça-feira (08/05), acompanhei a coletiva de imprensa da nova novela “As Aventuras de Poliana” no SBT. A autora Iris Abravanel conduziu o evento ao lado do diretor Reynaldo Boury.

150 jornalistas, blogueiros e influenciadores digitais participaram do encontro que reuniu o elenco da nova aposta da emissora de Silvio Santos. Jogo do contente. Jogo do contente. Jogo do contente. A primeira-dama do SBT enfatizou dezenas de vezes tal expressão e ressaltou que esse é o maior objetivo da produção. Destacar os pontos positivos em uma transformação da mente e deixar de lado o lado ruim da vida.

Logo nos primeiros minutos da coletiva, “Dona Iris”, assim chamada inclusive por alguns repórteres, mandou um recado para as crianças e adolescentes. Ela pediu que a fama não “subisse na cabeça” dos jovens. “Vocês são muito mais que os personagens. Eles passam e  vocês ficam”, bradou ao frisar que o canal tem como premissa formar profissionais com caráter.

Iris continuou em suas ponderações. A autora enalteceu os benefícios da internet, mas que o mundo virtual não pode impossibilitar o olho no olho entre as pessoas. “Não podemos perder a essência do ser humano”, defendeu. Iris também ressaltou que tem ciência de sua responsabilidade social ao possibilitar a geração de dezenas de empregos com a produção de suas novelas.

A coletiva de imprensa ocorreu no Estúdio 4 do SBT 

“As Aventuras de Poliana” contará com um núcleo negro. Uma repórter indagou sobre a pouca representatividade dos afrodescendentes na teledramaturgia. “Não é fácil encontrar atores afro. Encontramos dificuldades”, respondeu Iris. Neste momento, ela defendeu que os negros também deveriam adotar a filosofia do “jogo do contente” e pensar no hoje para criar um futuro melhor.

A gravidez de Milena Toscano rendeu o momento mais engraçado da coletiva. Boury (e depois a própria atriz no bate-papo com os jornalistas) desviou do assunto e não revelou o que acontecerá com a personagem nos 400 capítulos da nova novela. “Isso é segredo de Justiça”, disparou o diretor.
Depois, Iris e Boury ressaltaram que não acreditam na saída de Larissa Manoela da emissora enquanto “As Aventuras de Poliana” estiver no ar. “Isso não vai acontecer. Larrisa Manoela não vai para a Globo no meio da novela”, salientou Boury.

Depois, o diretor comentou sobre a sua aposta no garoto Igor Jansen. A nova promessa foi descoberta no Ceará. “Esse menino será uma grande revelação da novela. Esse menino tem um sorriso que só ele tem”, defendeu. Já Sophia Valverde foi escalada para o papel principal sem passar por testes. Iris e Boury escalaram a garota por acreditarem que ela possui as características para encarar a protagonista Poliana. 

Após o encerramento desse momento, os jornalistas tiveram a oportunidade de conversar pessoalmente com o elenco. A assessoria do SBT ressaltou que não tínhamos muito tempo, já que os atores gravariam logo após a coletiva.

Tive a oportunidade de conversar com o ator Victor Pecoraro. Foi super simpático e atencioso com este blogueiro. Ganhou ainda mais a minha admiração. Já era fã e fiquei ainda mais! Ele falou que me conhecia de algum lugar. “Estou famosinho, mores”. Rs...  Comentei sobre as tatuagens que agora o ator ostenta. Ele disse que o personagem assumiu as “tattoos” e isso também não seria um empecilho para interpretar personagens de época, já que as roupas, normalmente, cobrem todo o braço.

Visitando a cidade cenográfica da novela As Aventuras de Poliana

Nos momentos finais da minha estadia na emissora, toda a trupe de jornalistas conheceu a cidade cenográfica de “As Aventuras de Poliana”. Nesse percurso, passamos pelos corredores da emissora. 

Lá, deparei-me com o lendário Roque que, evidentemente, foi tietado pelos colegas. Vi os apetrechos dos dominicais de Silvio Santos que estavam espalhados por tal ambiente, como as letras B, A e U do Baú de Felicidade com os cupons, os globos da Tele-Sena, o painel da brincadeira dos Estados, entre outros.  

Já na cidade cenográfica, visitamos a cidade cenográfica da novela. Conhecemos a Escola Ruth Goulart, uma bela padaria, pet shop, papelaria, Bar do Mineirim, salão de beleza e até uma "comunidade" que se chama Jardim Bem-Te-Vi. Todas as fotos em breve no meu Facebook.

Agradeço o convite da assessoria de comunicação do SBT. Sempre é um prazer conhecer, de perto, os bastidores da nossa televisão brasileira.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 7 de maio de 2018

SBT acerta em extinção do Quem Não Viu Vai Ver



Olá, internautas

Neste domingo (06/05), o SBT estreou “Poder em Foco”, sob comando de Débora Bergamasco.  O novo programa tirou do ar “Quem Não Viu Vai Ver” que resgatava, do fundo do baú, algumas atrações do arquivo do canal. Uma espécie de faixa do VIVA sbtista.

Com a migração do Conexão Repórter para as noites das segundas-feiras, criou-se um buraco tapado pelo “QNVVV”. Porém, é um horário muito especial da grade de programação., já que herda índices expressivos de audiência do Programa Silvio Santos.

Além disso, esta faixa da meia-noite do SBT tem um bom histórico recheado por programas interessantes, seja com o “De Frente com Gabi”, de Marilia Gabriela, ou “Dois a Um” com Monica Waldvogel. Por isso mesmo, era um desperdício o desenterro de atrações finadas por ali.   

“Poder em Foco” é uma mistura do “Canal Livre”, concorrente direto da Band, e o “Roda Viva”, da TV Cultura. Jornalistas na bancada e também através de vídeos gravados (não somente do SBT, mas também de outros veículos de comunicação) entrevistam uma personalidade do mundo político. Debora lidera o bate-papo. O presidente Michel Temer foi o primeiro entrevistado.

A entrevista ocorreu em um clima enfadonho, principalmente pelas próprias características do emedebista. E esse é o grande desafio da nova aposta da emissora de Silvio Santos. Há um número limitado de políticos que despertam algum interesse maior no telespectador.

O ideal teria sido a criação de um programa com amplitude maior de entrevistados. Jô Soares ajustaria perfeitamente nesta faixa horária. Fica a dica.

Fabio Maksymczuk

sábado, 5 de maio de 2018

Gasparetto deixa saudade



Olá, internautas

Nesta quinta-feira (03/05), aos 68 anos, morreu o apresentador e médium Luiz Gasparetto. Gaspa revelou recentemente que enfrentava um câncer de pulmão. No vídeo divulgado em fevereiro deste ano pelo YouTube, o comunicador-psicólogo salientou: "Não estou triste nem abatido. Estou diagnosticado fisicamente com câncer no pulmão. Eu não tenho medo de morrer, porque convivo com fantasmas o dia inteiro, como vou ter medo de morrer? A única coisa é essa escuridão na minha vida, que me apareceu tão forte e me desafia. Muda tudo. Você reavalia tudo: a comida, como as pessoas agem, meu trabalho, meu amanhã", explicou.  

“Não tenho medo de morrer, mas claro que não quero a dor. Hoje, entendi que não. Quanto mais entendi que não, mais a dor foi embora. Vocês sabiam que eu não estou com nenhuma dor nem estou tomando remédio? Porque já tomei até morfina nessa coisa toda. É chiquérrimo tomar morfina, nunca tinha tomado, tão incrível o poder, mas é uma droga terrível. Ela aplaca a dor. É uma experiência incrível, mas ao mesmo tempo é estar ali completamente sem poder, completamente dependente, impotente”, completou.

O filho de Zibia Gasparetto que, aliás, enfrenta um câncer no estômago e encontra-se na UTI, conquistou uma legião de fãs no programa “Encontro Marcado”, transmitido na RedeTV!. A atração estreou em 2005.  E, evidentemente, isso foi tema do nosso antigo blog hospedado no UOL. “Encontro Marcado segue a linha de "Casos de Família", "Hora da Verdade", "Márcia" e até do lendário "Geraldo" que era exibido na década de 90 no SBT. Gasparetto revela sua opinião sobre os casos apresentados. "Você suporta sua família?", "Acho que você é igual a sua mãe" e outras citações mostram que o novo contratado da casa emite claramente suas idéias”, escrevi na época.

Gaspa ficou marcado pelas suas opiniões fortes e contundentes. Em 2008, a RedeTV! tentou suavizar a imagem do então contratado. Comentei no blog: “Muitos telespectadores estranharam o "comportamento  2008" do apresentador. A maior marca de Gasparetto é sua postura corporal agitada, a espontaneidade, as frases de efeito para despertar o entrevistado e as velhas reclamações com as mães”. 

“Encontro Marcado” chegou ao fim com o apresentador Luiz Gasparetto incorporando o seu mentor espiritual Calunga. O espírito tratava-se de um "preto-velho" que tinha sido um escravo. “Ele usa o corpo do apresentador para se expressar”, ressaltei na última nota publicada no portal de notícias referente ao programa da RedeTV!.

Depois disso, Gaspa seguiu seu caminho no rádio, internet e outros veículos de comunicação. Fez falta à programação da RedeTV! e até hoje é lembrado com carinho pelos telespectadores. Inicialmente, seu comportamento causou um certo ar de estranheza, mas conquistou a atenção do público do canal. "Encontro Marcado" funcionava como terapia para uma fatia considerável dos fiéis telespectadores.

Agora, Gaspa deixa ainda mais saudade. Desejamos muita luz neste novo recomeço.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Profissão Repórter contextualiza queda de prédio em SP



Olá, internautas

O “Profissão Repórter” retornou em alta à programação da TV Globo neste ano. O jornalístico liderado por Caco Barcellos preza pelo bom jornalismo. Transforma as estatísticas em retrato humano. Sem sensacionalismo.  

Nesta quarta-feira (02/05), a atração derrubou a pauta prevista sobre a crise da imigração Venezuela para destacar outro drama que entristece a capital paulista. O incêndio e eclosão do Edifício Wilton Paes de Almeida localizado na região central da cidade de São Paulo ganhou destaque nas reportagens dos jovens jornalistas.

A equipe do jornalístico entrevistou os moradores que continuam ao relento no Largo do Paissandu. Além disso, o programa contextualizou a tragédia com a absoluta falta da política habitacional da Prefeitura de São Paulo.

Aliás, duas declarações concedidas ao SPTV servem para reflexão. O governador “substituto” Marcio França, que sonha com a reeleição, comentou, em tom de "lamúria", que os sem-teto preferem morar no centro. Ele preferia despejá-los na periferia? E o que falar do prefeito, também substituto, Bruno Covas que frisou que a Prefeitura fez tudo dentro de seus limites?

“Profissão Repórter” resgatou o seu arquivo do ano passado para relembrar os incêndios que afetam as favelas em toda a capital paulistana. Neste último ano, em meio a cinzas e sem apoio governamental, os moradores de Paraisópolis tiveram que reconstruir seus barracos, até mesmo em áreas de risco. O jornalístico também acompanhou a saga dos sem-teto que seguem de ocupação em ocupação pela metrópole.  

A queda do prédio é um símbolo da decadência da política habitacional. “Profissão Repórter” contextualizou com competência o flagelo que assola milhões de brasileiros.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Band erra com novo Show do Esporte



Olá, internautas

Neste ano, a Band lançou novas atrações em sua grade de programação. E todos sem boa repercussão. E não foi diferente com o “Show do Esporte”.

O programa fez história na emissora da Família Saad nos anos 80 e 90.  Elia Junior e Simone Melo varriam todo o domingo esportivo. A dupla liderava as chamadas para os jogos de basquete, futebol e Fórmula Indy, por exemplo. Ótima repercussão.

Agora, o canal resgata o título para a nova aposta de Milton Neves e Juju Salimeni. O apresentador sempre alardeia que a ex-panicat tem 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Tal performance pode ter sido um dos motivos para sua contratação. Porém, o fraco desempenho da modelo no novo “Show do Esporte” chama negativamente a atenção.

A loira fica avulsa. Comanda alguns momentos do esportivo e funciona como assistente de palco de Milton Neves durante o quadro das “gatas da torcida”. Ela não se entrosou com o jornalista.
“Show do Esporte” tem duração de três horas. Começa às 21 horas e se estende até a meia-noite. Igual ao colega José Luiz Datena, Neves pede socorro aos números musicais para lotear a grade horária.

Além disso, o novo esportivo é, basicamente, um programa de auditório. Há quadros de “emoção” com homenagens a ex-atletas, como o lendário Coutinho, game CDF de perguntas e respostas, disputa para eleger a mais bela musa dos times de futebol e até gincana do homem mais forte do Brasil, como ocorreu neste domingo (29/04). A cobertura das partidas realizadas no domingo fica camuflada diante do recheio indigesto da atração.  

“Terceiro tempo” cumpria muito bem a sua missão. Após o encerramento da partida transmitida pela Globo, os telespectadores migravam de canal para acompanhar o bate-papo do apresentador Milton Neves com os comentaristas da casa, como Neto, Velloso e Ronaldo, sobre o jogo recém-encerrado.
A temperatura ainda estava quente. Além disso, o extinto programa cobria as coletivas de imprensa dos técnicos e entrevistas dos jogadores que saiam dos vestiários.  

A Band precisa valorizar o seu DNA. Investir na programação esportiva no domingo. Adquirir direitos de transmissão dos campeonatos de futebol. O novo “Show do Esporte” é mais um tiro no pé da emissora.

Fabio Maksymczuk

sábado, 28 de abril de 2018

"Estrelas" chega ao fim na TV Globo



Olá, internautas

Neste sábado (27/04), a TV Globo exibiu a última edição do “Estrelas”. Neste desfecho, Angélica, ao lado de Fátima Bernardes e Lilia Cabral, apresentou os profissionais de destaque da Confeitaria Colombo e do Copacabana Palace, símbolos do Rio de Janeiro. A atração, neste último período, apresentava os destaques anônimos do Brasil. 

“Estrelas” ficou no ar durante 12 anos. Angélica declarou, erroneamente nos momentos finais, que foram 11 anos. É um programa que cumpriu sua missão ao mostrar o lado A das celebridades, principalmente dos contratados da TV Globo. Era uma opção das tardes dos sábados para entreter o público.

Porém, dois fatos minaram o programa. O primeiro deles refere-se à troca de horário. Após uma década, a emissora resolveu empurrar Angélica para depois da reprise do Sai de Baixo. O hábito do telespectador foi quebrado.

E a segunda “bomba” que implodiu o “Estrelas” foi a troca de conteúdo. Angélica se fantasiou de porta-voz de organizações não-governamentais que buscam o melhor para a sociedade. Nada contra as ONGs. Óbvio. Porém, o conteúdo à la “Criança Esperança” fugia do escopo do “Estrelas”. Tal diretriz já faz parte do “Como Será?”, por exemplo.

Até mesmo, muitos telespectadores ficaram com o pé atrás ao acreditarem na teoria conspiratória de que, na realidade, Angélica comportava-se como uma primeira-dama abnegada pelas causas sociais. E isso ajudaria a imagem da candidatura de Luciano Huck para a Presidência da República.

A edição perdeu agilidade e viço no vídeo. Após tal fase, entrou a versão “Estrelas do Brasil” que, de algum modo, ganhou mais pique, mas, mesmo assim, continuou a fugir do foco original do programa.

Agora, Angélica ficará afastada da telinha. “Estrelas” deixa boas lembranças no telespectador que pode acompanhar bons bate-papos e momentos de descontração de atores, atrizes, jornalistas, apresentadores e demais artistas consagrados.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Gugu passa novo verniz em "Power Couple Brasil 3"




Olá, internautas

Nesta semana, a Record TV estreou a terceira temporada do “Power Couple Brasil”. O reality ganhou o comando de Gugu Liberato que já imprimiu o seu estilo na competição de casais.  

Na estreia, o apresentador dialogou com os confinados, como se eles participassem das gincanas de seus dominicais pelo SBT, e comandou as provas com o seu bordão “Valendo!”. Liberato ficou mais próximo dos competidores se comparado ao antecessor Roberto Justus que mantinha uma certa distância.

Neste ano, o “Power Couple Brasil” ganhou uma restruturação geral. O reality é gravado na sede remodelada de “A Fazenda”, em Itapecerica da Serra. Os lindos quartos mostram um maior capricho na produção. Além disso, o programa irá ao ar de segunda a sexta-feira e não somente às terças e quintas. Na quarta-feira, na realidade, é apenas uma “pílula” de 15 minutos. Buddy Valastro domina a faixa horária com o “Batalha dos Confeiteiros Brasil”.

A sensação de “Fazenda dos casais” é reforçada com a mudança mais drástica do jogo. Agora, a eliminação fica nas mãos do público. Isso é extremamente temerário. Os famigerados mutirões podem manter os casais com maior torcida (ou outro sistema que incrementa a votação...) e não aqueles com melhor desempenho nas provas.

11 casais disputam o reality. Nestes primeiros episódios, a esposa de D’Black, Nadja Pessoa, já passou a impressão que será a sucessora, neste ano, de Ana Paula, mulher de Sylvinho Blau Blau. O ator André di Mauro surpreendeu ao aceitar o convite e encara a disputa com a sua esposa, a atriz Liége Muller. Mauro sempre prezou pela discrição.

A direção escalou novamente Aritana Maroni que acrescentou absolutamente nada na nona edição de “A Fazenda” e nem no MasterChef. Escalação equivocada. Ao contrário de Marlon que deixou uma ótima impressão na quarta temporada do reality rural. Créu e sua esposa Lilian Costa ganharam a simpatia do telespectador nestes primeiros capítulos.

A irmã de Ana Paula Minerato, Tati Minerato, ganhou uma oportunidade. Sempre achei a musa da Gaviões da Fiel muito parecida com a irmã. Nestes primeiros programas, mudei a minha percepção. Os ex-bbbs continuam em alta nos realities da Record. Munik, a vencedora do BBB16, retorna ao vídeo ao lado do marido Anderson Felício. A “Pequi” deixou um rastro e boa impressão na décima sexta edição do Big Brother Brasil.

Já os ex-BBBs Franciele e Diego participaram de uma das mais fracas edições do reality da TV Globo, o BBB14. Pessoalmente, não deixaram vestígios em minha memória, mas o casal pode surpreender. O ideal, dentro desta cota, teria sido a escalação de Eliéser e Kamilla, personagens marcantes do BBB13 (o paranaense já tinha chamado a atenção no BBB10).

“Power Couple Brasil 3” começou com uma perspectiva diferente. A conferir.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Leticia Colin e Caio Castro brilham em "Novo Mundo"



Nesta segunda-feira (25/09), “Novo Mundo” chegou ao último capítulo. A novela das seis da TV Globo, assinada por Thereza Falcão e Alessandro Marson, com direção geral de Vinicius Coimbra, teve o grande mérito de enaltecer a figura da Imperatriz Leopoldina. Muitos poucos brasileiros conheciam a importância da figura histórica que permanece escondida nos livros escolares.

Nos capítulos especiais sobre a Independência, muitos ficaram chocados em saber que foi a então princesa regente Leopoldina que assinou o decreto da Independência do Brasil. Na prática, ela tem a mesma dimensão histórica de Dom Pedro I. “Novo Mundo” acrescentou repertório sobre o nosso passado aos telespectadores.

Leticia Colin brilhou ao viver Leopoldina. Sempre destacamos neste espaço que a TV Globo deveria catapultar atrizes que conquistam reconhecimento em outras produções, como coadjuvantes, em protagonista das novelas das seis. E isso aconteceu com Leticia. Ela aproveitou a oportunidade e surgiu como a maior destaque da novela.

Caio Castro, que sempre se destacou em seus trabalhos na TV Globo, mais uma vez chamou a atenção. O ator tinha a consciência da importância do personagem em sua carreira e personificou Dom Pedro I com entrega total. O sotaque português poderia ter sido menos carregado, mas isso não tirou o brilho de sua interpretação.

Aliás, o diretor poderia ter trabalhado melhor a miscelânea de sotaques dos personagens que povoaram “Novo Mundo”. Criou-se um grande ruído na produção inteira.

Chay Suede, como Joaquim, e Isabelle Drummond, no papel de Anna, traziam um ar mais leve à produção. Aparecem também como outros destaques positivos da novela. Em contraponto ao casal, os autores construíram um texto pesado no restante da obra. “Novo Mundo” não foi uma novela leve. Clima soturno. Não foi uma produção “solar”, adjetivo da moda.

Mais uma vez, a TV Globo “aprontou” na escalação de atores em determinados personagens. Na anterior “Sol Nascente”, de triste memória, Luis Melo foi transformado em japonês. Agora, Rodrigo Simas surgiu como “índio”. Estranhíssimo.

“Novo Mundo” agora cede espaço para “Tempo de Amar”.


Fabio Maksymczuk